Projeto Luzeiro promove planejamento participativo com a Comunidade Quilombola Kalunga do Mimoso para subsidiar políticas públicas
A Comunidade Quilombola Kalunga do Mimoso, localizada entre os municípios de Arraias e Paranã, deu um passo importante na busca por melhorias em sua qualidade de vida. O Projeto Luzeiro, desenvolvido pelo Ministério Público do Tocantins, por meio do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional – Escola Superior do Ministério Público (Cesaf-ESMP), promoveu reuniões com moradores que se reuniram em três núcleos da comunidade (Albino, Matas e Mimoso) na última semana para elaborar um diagnóstico participativo. O projeto, que já realizou entrevistas com 76 famílias, visa subsidiar políticas públicas e ações nas áreas de saúde, educação, infraestrutura e desenvolvimento social.
Saúde
A saúde foi destacada como prioridade. A comunidade reivindica a construção de um posto de saúde com atendimento médico e farmacêutico, além de vacinação e garantia de água potável.
Educação e Cultura
Cursos e oficinas sobre temas como associativismo, cooperativismo e liderança comunitária, além da valorização da cultura local e do intercâmbio com instituições culturais, foram apontados como essenciais para o desenvolvimento da comunidade.
Infraestrutura Precária
Melhorias no transporte público, que atualmente possui apenas um veículo sem itinerário definido, e a manutenção das estradas, que dificultam o acesso à comunidade, são demandas urgentes. A falta de energia elétrica em algumas áreas e a necessidade de ampliar o acesso à internet também foram destacadas.
Organização Social e Participação Política
Os moradores desejam a participação em conselhos municipais e a capacitação em políticas públicas para comunidades quilombolas como forma de fortalecer a organização comunitária e garantir seus direitos.
A coordenadora pedagógica do Cesaf-ESMP, Cleivane Reis, destacou que o Projeto Luzeiro se compromete a sistematizar as demandas e trabalhar em conjunto com os parceiros, a comunidade e as instituições governamentais na busca por soluções. “A expectativa é que o diagnóstico participativo seja um instrumento para a elaboração de políticas públicas que promovam o desenvolvimento sustentável e a garantia dos direitos da Comunidade Quilombola Kalunga do Mimoso”, ressaltou.
"Agradecemos profundamente a este projeto que chegou à nossa comunidade, abrindo um novo caminho para atender às nossas demandas. Acreditamos que em breve veremos os frutos desse trabalho conjunto. Nosso muito obrigado a todos os envolvidos, às instituições parceiras e a cada um de vocês que se dispuseram a ouvir nossas demandas”, concluiu o vice-presidente da Associação da Comunidade Quilombola Kalunga do Mimoso, Eudemir de Melo da Silva.
Parceiros
São parceiros do projeto a Universidade Federal do Tocantins (UFT), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a Associação da Comunidade Quilombola Kalunga do Mimoso, a Universidade Estadual do Tocantins (Unitins), o Governo do Tocantins e o Centro Universitário Católica do Tocantins (UniCatólica).
(Texto: Shara Alves de Oliveira/ Cesaf-ESMP)
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