Menu de acessibilidade. Ao pressionar a tecla tab você navegará pelos atalhos que permitem acessar áreas do site. Acessar conteúdo principal; Acessar formulário de pesquisa. Acessar mapa do site.

Jurados acatam teses do MPTO e condenam mulher que encomendou a morte do marido em Luzimangues

Atualizado em 09/08/2022 14:24

Acusada de encomendar a morte do marido, Ismaurina Alves Rodrigues foi condenada a  14 anos e 6 meses de prisão, em sessão do Tribunal de Júri realizado em Porto Nacional nesta segunda-feira, 08. O conselho acompanhou as teses do MPTO e considerou que o crime foi praticado por emboscada e motivo torpe. 


O crime ocorreu em Luzimangues, distrito de Porto Nacional, em 2015, e teve grande repercussão na época. Ismaurina e o marido estavam em processo de separação e a morte teria sido encomendada para que a dona de casa pudesse ficar com os bens do marido. 


Em 2017, um dos acusados de executar a vítima foi absolvido pelo Tribunal de Júri,  outro, que seria o autor dos disparos, ainda aguarda julgamento.


Temporadas de Júris

Integrante do Núcleo do Tribunal do Júri (MPNujuri), o promotor de Justiça Breno Simonassi destacou que o julgamento de Ismaurina era um dos casos de repercussão  aguardado para  3ª e 4ª temporadas de Júris, iniciadas na última semana em Porto Nacional. Mais de 30 processos devem ser julgados até novembro. 


O Tribunal de Júri é o órgão do Poder Judiciário que tem a competência para julgar os crimes dolosos, ou intencionais, contra a vida.  No Brasil,  é considerado o instituto mais democrático dentro do Judiciário, já que é formado por cidadãos escolhidos aleatoriamente na população local.


Como os jurados são pessoas comuns, a promotoria e a defesa precisam utilizar discursos bem preparados para sustentar suas conclusões sobre cada caso. Para Simonassi, esta é a vitrine da atuação ministerial e, por isso mesmo, um desafio que requer preparação e dedicação. “O que só aumenta a nossa responsabilidade, como promotor de Justiça, de realizar um trabalho com toda a dedicação possível para que continue com os resultados positivos já alcançados”, pontuou. (Daianne Fernandes - Ascom/MPTO)