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Presidiário que simulou suicídio de colega de cela é condenado a mais de 17 anos de prisão

Atualizado em 10/10/2018 16:19

Foi levado a júri popular nesta terça-feira, 09, Hélio Oliveira Reis, acusado de participar do assassinato de Max Adriano Carvalho da Silva, ocorrido em agosto de 2014, na Casa de Prisão Provisória de Palmas. Hélio e outros dois comparsas, que dividiam a mesma cela, chegaram a simular o suicídio da vítima para encobertar o assassinato. O conselho de sentença acolheu todos os apontamentos alegados pelo Ministério Público Estadual (MPE), que culminaram na pena de 17 anos e 9 meses de reclusão.


Segundo a denúncia criminal, na data dos fatos, Ademir Prestes dos Santos (falecido) atraiu Max até o banheiro, local onde lhe aplicou uma gravata, enquanto Hélio o segurou pelas pernas a fim de que não se debatesse. Ato contínuo, Werdelis de Castro (também falecido) estrangulou a vítima com uma corda tipo “tereza”. Após cometerem o crime, os envolvidos simularam um suicídio, pendurando o corpo de Max na janela do banheiro da cela.


Consta nos autos que o motivo do crime teria sido o envolvimento amoroso de Max com um travesti de nome Leonardo, também preso, com quem Ademir já mantinha relacionamento. Além disso, Max teria denunciado à coordenação do presídio que Hélio e os demais estavam cavando um túnel no banheiro da cela com a finalidade de empreender fuga.


Durante o julgamento, o Promotor de Justiça Rogério Mota sustentou as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, todas reconhecidas pelos jurados. Na aplicação da pena, o juiz levou em consideração a reincidência e agravou a pena de Hélio em 1 ano e 3 meses, perfazendo um total de 17 anos e 9 meses de prisão. (Denise Soares)


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