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PGJ relata experiência como jovem aprendiz em palestra no Renapsi

Atualizado em 21/01/2019 14:55

Na tarde desta quinta-feira, 17, o Procurador-Geral de Justiça, José Omar de Almeida Júnior, proferiu palestra para cerca de 50 jovens aprendizes da Rede Nacional de Aprendizagem, Promoção Social e Integração (Renapsi). O Procurador relatou a sua experiência enquanto jovem aprendiz no Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO).


José Omar de Almeida Júnior destacou a perseverança como um ingrediente importante para quem tem planos para uma carreira de sucesso. Ele lembrou que começou a cursar Direito em uma faculdade particular, mas que prestou vestibular para uma faculdade federal com a intenção de diminuir o peso no orçamento dos pais.


Durante a faculdade, e já com a intenção de maior independência e aprendizado, foi contratado para trabalhar como jovem aprendiz no MPGO exercendo funções básicas de office boy, mas já tinha o desejo de cuidar dos processos judiciais. Para chegar a exercer essa função, ainda como estudante, ele teve que se empenhar muito. “Eu queria fazer mais para mostrar que aquela instituição que me abraçou, que me deu uma oportunidade, poderia confiar em mim porque eu ira fazer com zelo, com dedicação e com amor àquela atividade”, ressaltou.


O esforço rendeu frutos e posteriormente passou a exercer funções na área jurídica, o que lhe garantiu bagagem suficiente para se tornar assessor técnico e já no Ministério Público Estadual do Tocantins (MPE), Promotor de Justiça e finalmente Procurador-Geral de Justiça.

Jovens Aprendizes no MPE


O MPE começou a receber, neste mês, quatro jovens aprendizes que exercerão atividades na instituição, por meio de parceria com o Renapsi e outras instituições. O objetivo da parceria é oportunizar a oferta de programas de aprendizagem e qualificação profissional para adolescentes e jovens em condições de vulnerabilidade, sobretudo aqueles que estejam em situação de acolhimento institucional e familiar, em cumprimento de medidas socioeducativas e egressos, e em situação de trabalho infantil em todo o estado.


O jovem Maycom Douglas, 16 anos, garante que essa tem sido uma grande experiência e que a adaptação tem sido fácil. “Esse trabalho é muito importante para mim, hoje em dia não é fácil conseguir um serviço em um órgão público e nesse que é um dos órgãos mais importantes do estado. Está sendo bem legal trabalhar aqui, fui bem recebido também”. Para o futuro, pretende cursar Administração porque já fez cursos na área e se identificou com os conhecimentos.


Já Josimo Ferreira, 18 anos, destaca que o trabalho tem contribuído na sua vida para além do cumprimento das atividades e do aprendizado de uma rotina de trabalho. “É muito gratificante trabalhar no Ministério Público e perceber a importância dos valores de um órgão voltado para a garantia dos direitos aos cidadãos”.


Para o Promotor de Justiça Sidney Fiori Júnior, que atua na área da infância e juventude, a importância do programa jovem aprendiz reside na retirada deles de uma situação extremamente desfavorável, que possivelmente resultará no seu ingresso no mercado informal ou até mesmo na criminalidade. “O programa jovem aprendiz é um tripé: ele é obrigado a estudar, se profissionalizar e a trabalhar, com a garantia de entrar no mercado formal, com carteira assinada”, destaca o Promotor de Justiça. (Paulo Teodoro)